Detalhes do
serviço
Soluções linguísticas com atendimento profissional, estrutura flexível e adaptação a diferentes formatos, contextos e necessidades.
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Interpretação remota: o intérprete trabalha a distância e o seu público ouve a reunião no próprio idioma, ao vivo
Na interpretação remota, o intérprete não está na sala nem precisa viajar. Ele se conecta à reunião, ao webinar ou ao evento por uma plataforma digital, ouve quem fala e entrega a mensagem em outro idioma em tempo real, num canal de áudio que o participante escolhe com um clique. No mercado, o mesmo serviço aparece com vários nomes: tradução simultânea remota, interpretação simultânea online ou RSI, sigla em inglês para remote simultaneous interpreting.
Na traduzme, é o formato que indicamos quando os participantes estão em cidades ou países diferentes, quando o evento é híbrido ou quando a agenda não comporta o custo e o prazo de levar uma equipe até o local. Atendemos a partir de Brasília, para todo o Brasil e para reuniões com o exterior, com uma rede de mais de 800 intérpretes em português, inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, mandarim e outros idiomas.
Do primeiro contato ao dia da transmissão
Tudo começa por três perguntas: em que plataforma o evento vai acontecer, quantos idiomas o público precisa ouvir e quanto tempo dura a programação. As respostas definem a equipe e o formato técnico. Uma reunião de diretoria com um parceiro estrangeiro no Zoom é um projeto; um congresso online com três idiomas e público externo é outro, e merece uma plataforma dedicada de interpretação.
Nos dias anteriores, pedimos a pauta, as apresentações e a lista de palestrantes. O intérprete monta o glossário e chega à transmissão sabendo pronunciar o nome de cada participante e traduzir a sigla interna que a sua equipe usa sem pensar. Antes da data, fazemos um teste técnico com o anfitrião da conta: ativamos a interpretação, designamos os intérpretes, conferimos o canal de cada idioma e simulamos uma troca de turno. É nesse ensaio que quase todos os problemas aparecem, e resolvê-los ali custa minutos em vez de comprometer o evento.
No dia, os intérpretes entram antes do início, confirmam o áudio e ficam num canal de bastidor com quem coordena a transmissão. Se um palestrante muda a ordem dos slides ou alguém entra sem microfone, a decisão é tomada ali, sem escrever no chat que o público vê.
Zoom, Teams, Webex ou uma plataforma de RSI
Zoom e Webex têm um recurso nativo de interpretação: o anfitrião designa os intérpretes, cria um canal por idioma e o participante escolhe o que quer ouvir. Para reuniões, treinamentos e webinars com até dois ou três idiomas, é o caminho mais simples, e quase sempre a conta já é sua. O Microsoft Teams também oferece interpretação, mas com limitações que pesam, principalmente para quem participa pelo navegador, e por isso sempre testamos antes de confirmar.
Quando o evento tem público externo, mais idiomas, votações ou exige um plano B real, recomendamos uma plataforma profissional de interpretação remota, como a Interprefy, que se integra ao ambiente do evento e dá ao intérprete um console próprio, com controle de volume, canal de retorno e troca de turno. Esse tipo de plataforma é o que a norma ISO 24019:2022 descreve: requisitos de áudio, imagem, monitoramento da fala do orador, proteção auditiva e confidencialidade para plataformas de interpretação simultânea.
O som decide a qualidade da interpretação
O intérprete só traduz bem o que consegue ouvir bem. Parece óbvio, mas é a causa número um de interpretação ruim em reuniões online. As diretrizes de interpretação a distância da AIIC, a associação internacional de intérpretes de conferência, pedem que microfones e fones reproduzam frequências entre 125 Hz e 15.000 Hz, que som e imagem cheguem ao intérprete em até 500 milissegundos e que o atraso entre a fala original e a interpretação ouvida pelo público não passe de 1 segundo.
Na prática, isso se traduz em pedidos simples que fazemos a cada palestrante: usar fone com microfone em vez do microfone embutido do notebook, falar de um lugar silencioso e manter apenas um microfone aberto por vez. A mesma diretriz recomenda que sempre exista alguém, o moderador ou o operador, capaz de fechar os outros microfones. Em eventos maiores, essa pessoa faz parte da nossa equipe.
Por que o remoto não reduz a equipe
Uma dúvida comum é se o formato online permite trabalhar com menos intérpretes. Não permite. O esforço mental da simultânea a distância é o mesmo da presencial e, em alguns pontos, maior, porque o intérprete depende de um áudio comprimido, não vê a sala e ainda opera a plataforma. Até cerca de uma hora contínua, um profissional trabalha sozinho com qualidade. Acima disso, cada idioma pede uma dupla, que reveza a cada 20 a 30 minutos, dentro de uma jornada de referência de até seis horas.
A dupla também é a nossa segurança contra a internet. Os intérpretes trabalham com conexão cabeada e uma conexão móvel de reserva; se a linha de um deles cai, o parceiro assume o canal na hora, e o público quase não percebe. Para eventos críticos, os dois intérpretes trabalham a partir do mesmo espaço técnico, como recomenda a AIIC, o que também facilita a troca de turno.
O que o remoto muda é a logística. Sem cabine, sem equipamento na sala, sem passagem e hospedagem, o mesmo nível de interpretação custa bem menos e pode ser contratado com menos antecedência.
Eventos híbridos, com parte do público na sala
Quando parte do público está num auditório e parte assiste de casa, o ponto crítico é o áudio que chega ao intérprete. Ele precisa receber o sinal direto da mesa de som do evento, e não o som ambiente captado por um notebook no fundo da sala. Combinamos isso com a produção técnica antes do dia.
Quem está presencialmente e precisa da interpretação pode ouvir pelo próprio celular, com fone, no aplicativo da plataforma, ou por receptores, quando o grupo é grande. Se todo o público estiver no mesmo lugar, o formato mais indicado volta a ser a interpretação simultânea com cabine ou equipamento portátil. Para uma reunião pequena e presencial, em que as pessoas falam uma de cada vez, costuma bastar a interpretação consecutiva.
Gravação, confidencialidade e reuniões sensíveis
Muitos clientes querem gravar o canal interpretado para quem não pôde assistir ou para legendar o vídeo depois. Isso é possível, desde que combinado antes, porque a voz e o trabalho do intérprete têm direitos próprios de uso. Basta dizer no pedido se a gravação será interna ou publicada, e as condições entram na proposta.
Em reuniões de conselho, negociações e auditorias, o material enviado para preparação e tudo o que é dito durante a transmissão ficam sob termo de confidencialidade assinado antes do envio dos documentos. Em plataformas próprias, verificamos com você quem tem acesso ao link e se o canal dos intérpretes fica separado do público.
Onde a interpretação remota funciona melhor
Ela rende mais em reuniões com clientes, parceiros e investidores de outros países, em webinars e lives com público em vários idiomas, em treinamentos corporativos para equipes espalhadas pelo Brasil e pela América Latina, em assembleias e fóruns institucionais e em eventos híbridos. Atendemos com frequência órgãos, associações e empresas de Brasília que conversam com matrizes e organismos internacionais e precisam de interpretação de qualidade sem deslocar ninguém.
Se você ainda está decidindo entre o formato remoto e o presencial, conte como é o evento, quem fala, quem ouve e em que plataforma. Respondemos com a equipe e a configuração que usaríamos, e por quê.
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